segunda-feira, 19 de abril de 2010

Delegado descarta assassinato de pedreiro de Luziânia

O chefe do Departamento de Comunicação Social da Polícia Civil de Goiás, delegado Norton Luiz Ferreira, afirmou neste domingo que o pedreiro Adimar da Silva, de 40 anos, não pode ter sido assassinado. O criminoso foi encontrado morto no início da tarde na cela onde estava preso há uma semana, na na Delegacia de Repressão a Narcóticos (Denarc), em Goiânia.

De acordo com Ferreira, a perícia já esteve no local, e informou que Adimar cometeu suicídio. “Não existe qualquer hipótese de que ele tenha sido assassinado. Ele estava sozinho na cela. Os presos das celas próximas disserem que Adimar falou bastante sobre os crimes nesta manhã. Depois, por volta do meio-dia, ele ligou o chuveiro e não respondeu aos chamados dos outros detentos. Os plantonistas foram chamados e encontraram o corpo”, relatou o delegado.

O crime

No último dia 10, Silva confessou o assassinato de seis jovens, que desapareceram no começo deste ano na cidade de Luziânia, a 196 quilômetros da capital goiana. Adimar admitiu aos policiais que molestou sexualmente as vítimas, antes de cometer os crimes.

Segundo a Polícia Civil, Adimar estava com um pedaço de tecido amarrado ao pescoço. A outra ponta estava presa às barras da ventilação, na parte superior da cela. O corpo já foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Goiânia.

Em 2005, Adimar foi condenado a dez anos e dez meses de prisão por atentado violento ao pudor, por molestar sexualmente dois meninos – de oito e dez anos. O pedreiro, no entanto, recebeu o benefício da progressão de regime, e foi solto em 23 de dezembro do ano passado. Diego Alves Rodrigues, de 14 anos, o primeiro dos seis jovens desaparecidos, foi visto pela última vez em 30 de dezembro de 2009.

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